hoje entrei no balcão regional do imtt cá da cidade às 12:21 para proceder ao cancelamento de uma matrícula de um veículo que ainda consta como propriedade do meu pai. ora, como ele não está cá no país é a mim que me tocam estas coisas. a minha senha era o número quarenta e quatro. olhei para o ecrã - estava a ser atendida a número vinte. quando vou a serviços públicos faço uma pré-preparação psicológica porque já sei que não é coisa para durar pouco tempo. mas hoje foi efectivamente demasiado. fui atendida às 15:00. estou sem palavras...
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
para as pessoas que dizem
que não gostam de ler Saramago porque utiliza frases compridas, porque não existem travessões nos diálogos, porque as frases e os parágrafos nunca mais acabam e chegam a ocupar mais do que uma página, porque usa vírgulas em vez de pontos finais e blá blá blá...
já experimentaram ler António Lobo Antunes?
ide, pegai num livro e depois vinde dizer-me algo. aprecio os dois escritores embora de maneiras totalmente distintas. mas venha o diabo e escolha qual dos dois utiliza a não pontuação de forma menos convencional (o meu voto vai para o Lobo Antunes).
13. não gosto, pronto!
de ir a um restaurante* e ser atendida por alguém que não faz um esforço por ser minimamente simpático e agradável e que mais parece que está ali a fazer um grande frete e com ar de quem me vai atirar a travessa à cara não tarda nada (e esta aqui mentalmente a indagar "mas o que é que eu fiz?"). ninguém está a pedir que o empregado ou empregada se desfaçam em sorrisos mas estar com aquela cara a quem lhe devem e não lhe pagam é de muito mau tom.
e também não gosto de pagar doze aéurios por um jantar e as entradas resumirem-se a pão com manteiga e nem sequer haver sobremesa. é sítio onde me apanham uma única vez. sim, que à segunda só lá volta quem quer - e neste caso em específico, devem ser poucos. o que mais me custa é ver um espaço que tem potencial ser tão mal gerido (se é que há um mínimo esforço em tentar dar-lhe um rumo). o único aspecto positivo foi mesmo a comida, mas só isso não basta.
*ou outro local qualquer, mas este caso específico diz respeito a um restaurante.
8. coisas que não me entram no sistema
e que me enervam profundamente. estive a ver um programa no canal odisseia sobre a evolução da humanidade para uma forma mais andróide, com a introdução no corpo de coisas assim para o tecnológico*. poupem-me! e preocuparem-se em acabar com a fome no mundo, não? acho muito bem que a medicina evolua e que da mesma forma os avanços tecnológicos possam contribuir para travar algumas doenças. por exemplo, a introdução de um chip no cérebro que trava a doença de parkinson e contribui para derrotar transtornos obsessivo-compulsivos até aceito, vá. agora daí a partirmos para o vou ali pôr um membro andróide como quem vai por silicone nos peitos já é ficção científica a mais para o meu gosto. é que já há uma religião transhumanista que apregoa o aperfeiçoamento da raça humana através da tecnologia. olha o hitler também veio com essa e deu no que se viu...
*e depois como é que a gente faz na segurança dos aeroportos?
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
a última moda
no tecido empresarial consiste em pagar o subsídio de refeição em cartões bancários pré-pagos. a boa nova chegou hoje lá ao trabalho e a opção gera discórdia. para quem desconhece do que se trata, neste caso em específico o valor mensal do subsídio de refeição será creditado numa conta do Millenniun Bcp. A única forma de movimentar o valor é através do cartão Free Refeição que apenas pode ser utilizado em lojas do sector alimentar. o dinheiro não pode ser levantado nem transferido para contas à ordem.
ganha o banco, com as novas aberturas de contas e a segurança de haver sempre dinheiro nas mesmas (ainda que não seja muito). ganha a empresa que não tem quaisquer encargos fiscais com os valores do subsídio de refeição. e ganham os colaboradores, mas só nalguns casos. sim, é verdade que o valor é recebido na totalidade, sem quaisquer deduções fiscais. mas só compensa para quem, como eu, tem despesas mensais com a alimentação. os colegas estudantes, por exemplo, vêem-se limitados a utilizar o valor em lojas do sector.
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