quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

araucária excelsa.

sabem o que é?
eu explico.

árvore originária da Austrália, tem cerca de cinquentra metros de altura e nesta altura ilumina a minha cidade com cerca de quarenta mil lâmpadas. considerada a maior árvore de natal natural da Europa é enfeitada há vinte anos por apenas dois funcionários da câmara (que demoram aí umas duas semanas, a correr bem). é uma daquelas coisas das quais sentimos falta quando estamos longe. sobretudo na época natalícia e nesta incerteza que vivo de se dar a infeliz hipótese de não conseguir ir à terra a tempo da ceia.

domingo, 9 de dezembro de 2012

a cacau já se encontra em estado normal

e por normal entenda-se ter-me distraído por alguns minutos e ela ter achado bem destruir-me o guia comunicacional, manual de extrema importância para as funções que desempenho ali no call-center.

já não tenho idade (post longo, mas vale a pena)

para andar na rambóia até às quatro da matina, é um facto. acordei com uma má disposição generalizada com a sensação de que por mim passava o dia na cama, sem vontade de mexer uma palha e tenho frio, muito frio. mas falemos de coisas menos tristes... jantares de empresa, certo? quem já teve sabe como é, a quem nunca passou por nenhum deixo aqui um pequeno resumé.

mesmo que não seja um jantar de gala, preparem-se adequadamente. o dress code, ainda que não esteja oficialmente instituído, é de levar a bela da pernoca de fora. o tamanho da saia ou vestido bem como do decote fica ao vosso critério. também é quase certo que grande parte do mulherio passará no cabeleireiro; unhas e maquilhagem são de extrema importância. é quase como quando vão a um casamento, percebem a ideia? é que quando entram na sala todos (ou quase todos) os olhares femininos se dirigirão à vossa pessoa como que avaliando internamente o grau de concorrência que repesentam em termos de beleza. 

o jantar em si pode ser dividido em três actos. o primeiro ocorre durante os aperitivos e pratos principais em estão todos com fome e intercalam cada garfada conversando com os colegas de mesa. tudo muito educado e muito polido, como ensinam as boas maneiras. 

o segundo acto começa quando entra em cena o serviço de animação contratado para o efeito - karaoke, neste caso. normalmente são duas pessoas que em nada "pescam" de som ou música no geral, mas que se acham excelentes cantores (um pouco como aqueles cromos do ídolos). a generalidade das pessoas optará por mostrar os seus dotes em músicas que eu apelido de pop portuguesa, embora haja quem diga que são pimba. não podem faltar músicas como afinal havia outra, lusitana paixão, jardins proibidos, taras e manias, mentira... e a lista não termina aqui. é a partir deste momento que a maior parte das pessoas começa a abandonar o local.

no terceiro acto quem está "alegre" diverte-se imenso: já ninguém sabe muito bem quem está a abraçar ou com quem está a dançar; quem está sóbrio está a apanhar uma grande seca. moral da história: não me armar em condutora segura da próxima vez e levar o carro cheio que é para não ter que esperar que todos queiram vir embora para eu ir para casa... dormir.

sábado, 8 de dezembro de 2012

a minha árvore de natal

gosto de árvores assim farfalhudas. e têm de ser bem altas, com a estrela quase, quase a bater no tecto. e não tenho fitas, mas ráfia. as bolas são de diferentes tamanhos mas tem cores entre o branco, bege e dourado. vários tons que se intensificam com as luzes a piscar (que devem ser das boas porque estavam arrumadas há dois anos e ainda funcionam na perfeição). esta árvore tem um significado especial para mim. é minha, marcou o primeiro natal da vida a dois e continua connosco. 


a árvore da casa dos pais era diferente: muito colorida e carregada de peças diferentes. era igualmente alta mas não tão farfalhuda. tinha fitas e laços e bolas e estrelas e mais-não-sei-o-quê. tinha peças que haviam sido compradas há vinte e muitos anos e outras que eram mais recentes. essa árvore nunca em ano algum ficou decorada de forma igual e o dia um era uma data aguardada pela mãe e pelos filhos que ansiavam decorá-la. são esses momentos (mais do que os presentes) que ficam na memóra e nos recordam a magia dos natais passados.

e faltam dezanove dias...

para os saldos, pois claro.
essa bela época que se segue ao natal, ainda mais desejada por quem não adquiriu praticamente nada durante a estação. a culpa é da crise...


@ pull and bear