segunda-feira, 22 de outubro de 2012

companhia para esta tarde que nem é de sol nem é de chuva

este filme + gelado caseiro de café (mais uma criação desta cada vez mais dona de casa que vos escreve).

"uma frase pequena para o homem. um discurso gigante para a humanidade."

8. a dona de casa que habita em mim

se planear o que vão cozinhar ao jantar durante a semana nem sempre é tarefa fácil imaginem quem, como eu, tem de se organizar para duas refeições diárias (almoço + jantar). para não parecer que ando sempre a cozinhar o mesmo é preciso inventar. 

situação A. alguém aí em casa sugere hambúrgueres para a janta mas vocês já têm carne descongelada e não têm como picá-la. simples: arranjem uma pedra, envolvam-na em papel aderente et voilá... divirtam-se a desfazer a carne. envolvam a carne em cebola e bróculos picados, por exemplo, formem pequenos discos de carne e é só temperar com sal e grelhar. com batatas fritas e um molho (improvisado ou não) é sucesso garantido.

situação B. barrigas alimentadas mas a reclamar por sobremesa e vocês não têm nada pronto nem nenhuma daquelas sobremesas magníficas que vêm congeladas e é só aquecer. no problem! peguem em peças de fruta (eu fiz com maçã), cortem pelo meio e retirem os caroços com uma colher reguem com caramelo e bastante açúcar e levem ao micro-ondas para assar. ficam prontas num instante.

em vez de batatas, ousem puré. experimentem um molho diferente. inventem. o tempo nem sempre abunda, bem sei, mas às vezes basta olhar para o que temos no armário e/ou no frigorífico e... misturar. às vezes sai perfeito, outras nem por isso mas estes tempos de crise obrigam-nos cada vez mais a ser criativos com o pouco que temos. 

domingo, 21 de outubro de 2012

não percebi

já tinha este filme [broken flowers, 2005] cá em casa há uma data de tempo. hoje foi o dia. a ideia é engraçada, mas o filme em si extremamente aborrecido. em poucas palavras: o bill murray é um (ex-)don juan recentemente abandonado pela companheira que recebe uma carta de uma namorada de há vinte anos atrás a dizer que tem um filho que anda à procura dele e após bastante insistência do vizinho que tem a mania que é detective decide ir ter com as cinco possíveis mães para tentar descobrir alguma coisa. 

o filme em si não abunda em falas, consiste sobretudo numa sequência de imagens de viagens de avião e de carro, com fade-outs sucessivos entre capítulos (boring!). a própria postura do protagonista, que supostamente está em busca de grandes filosofias de vida, parece-me de quem tanto lhe faz peixe ou carne para jantar [mas isto se calhar sou eu que não sei apreciar obras-prima]. 

[ora cá está a (in)expressão que vemos durante TODO o filme.]

o pior de tudo é que a história não tem um final. o filme acaba assim de uma forma quanto a mim abrupta e depois as mentes como eu ficam a perguntar-se se aquilo é mesmo assim (sem significado) ou se serei demasiado burra para atingi-lo. sim eu sei que a moral da história é que não vale a pena pensar no passado ou no futuro, devemos é viver o presente mas fiquei sem perceber quem é a mãe e o filho (ou não há filho?).

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

não sei se rie, não sei se chore.

josé castelo branco quer fazer carreira política. é mais um para o circo...

acção gera consequência.

ao não comprarmos jornais estamos a gerar despedimentos de jornalistas. ao comprarmos bilhetes de transportes através da internet estamos a retirar trabalho às pessoas que trabalham nas bilheteiras nas estações. and so on...

é a evolução, dizem uns. mas não podemos querer o melhor do futuro, sem o pior que vem associado. 
é tão simples quanto isto.