quinta-feira, 18 de outubro de 2012

7. coisas que não me entram no sistema

pessoas que fazem tudo, mas mesmo tudo para se fazer notar. 

por exemplo, nos bancos de faculdade havia a maria da luz e mais um ou outro que embora sem nada de interessante a acrescentar à exposição do professor, passavam a vida de braço no ar prontos a debater a lógica da batata. ontem, cruzei-me com um exemplar destes. era do género olhem para mim, eu é que sei, eu é que sou bom e como eu faço é que é e blá, blá, blá. dai-me paciência, senhor.

a ignorância tem valor económico.

it´s not how good you are.
it´s how good you want to be.
[Paul Arden]

ontem estive presente num colóquio subordinado ao tema formação ao longo da vida. agora que tenho tempo para dar e vender, gosto de apostar em alargar horizontes e estou constantemente a pesquisar acções, cursos, workshops que possa frequentar. a ideia base que fica do colóquio de ontem é a de que hoje, cada vez mais, é necessário aprender ao longo e ao largo da vida. e o primeiro passo é reconhecer que não sabemos tudo. a presunção tem um custo elevado.

e há por aí muita gente a quem falta bom-senso. a começar por alguns docentes da instituição onde decorreu o colóquio e que aproveitaram o que supostamente seria um debate para lavar roupa-suja acerca das políticas da reitoria e se esqueceram por completo que estavam presentes no auditório pessoas externas. santos da casa nunca fizeram milagres.

falta-lhes a tal inteligência social, aquela que foi falada. raciocínio, responsabilidade e resiliência, meus caros. ninguém, mas ninguém mesmo sabe tudo (e um professor, catedrático ou não, não é excepção).

momento WTF da semana

numa escola básica em Loulé, uma criança de cinco anos ficou sem almoçar porque a família tinha em atraso a mensalidade de trinta euros. não há comentários para isto. o que me revolta é a falta de bom-senso que poderia ter impedido esta situação.

livros grátis. repito, grátis.

abriu recentemente em Madrid a libros libres*, um projecto de uma ONG que subsiste economicamente através de donativos. qualquer pessoa pode levar livros e colaborar, se o quiser, através da doação de exemplares. se passarem na capital do país vizinho nos próximos tempos, não deixem de visitar este espaço na Rua da Covarrubias, 7.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

até onde nos levam os nossos amigos?

Bárbara e Ana conheceram-se quando chegaram à Universidade do Minho e são duas aventureiras. após um Erasmus em Paris e de um longo histórico de viagens quer pela Europa quer pela Índia, iniciaram hoje a maior aventura de todas: a volta ao mundo. despediram-se dos seus empregos, na área da publicidade, e encontraram uma forma de poupar nas estadias - irão instalar-se em casa de amigos. amigos espalhados pelo mundo e amigos que têm amigos espalhados pelo mundo. e nós podemos acompanhar esta aventura no conforto do nosso sofá através do site, onde encontramos um atlas que se vai compondo da localização de casas de amigos, relatos, fotografias e vídeos. e se tiverem algum amigo espalhado pelo mundo que queira ajudar, podem deixar lá o contacto. a Bárbara e a Ana agradecem.