fora de casa dos pais e depois é tramado. há rotinas, hábitos e gostos que se adquirem; e depois é tramado. resultado: visita da família nestes dias [casa cheia] que apanham o feriado e já ando com os nervos em franja. partilhar cama, ouvir ralhetes sobre a melhor forma de educar a cacau, duas (duas!) missas na televisão nesta manhã de feriado ah... e saudades do ressonar do meu querido pai (cujo volume me impede de dormir). e pior que tudo, esta sensação de solidão que me continua a atormentar porque ele continua lá, ao norte.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
as séries televisivas portuguesas
fazem-me lembrar as nossas actuações no clube de teatro lá da escola. muito exageradas e pouco convincentes.
domingo, 12 de agosto de 2012
espanta-me que um pai
tão orientador e preocupado com o futuro da filha, a ponto de a acompanhar para todo o lado, a deixe andar por aí a dizer palermice atrás de palermice. se o que vimos no programa já adivinhava que há muito a desejar na educação da menina, cá fora tem sido o descalabro total. respeito pelos outros e bom senso são palavras que não fazem parte do vocabulário desta personagem.
não gosto de estar sozinha.
quando não é por opção. não nestas circunstâncias. as coisas mudaram de um dia para o outro, como sempre mudam. basta um instante. não sei o que nos espera mas não auguro nada de bom. e para agravar esta minha solidão contribui o facto de me ter esquecido do meu telemóvel na ida ao norte. nos últimos dias tenho estado limitada a uma única chamada do trabalho. não chega. não nestas circunstâncias. o meu lugar é junto a ti no bom e no pior. sofro por ti, por vocês por não saber se o futuro nos trará esperança. por saber também que nada posso fazer para evitar este sofrimento. nestes momentos sentimo-nos impotentes. contra a doença, contra o diagnóstico. limitamo-nos a estar aqui na esperança de que seja suficiente e de que melhores dias virão. a vida é mesmo assim: num dia somos felizes, no dia seguinte não.
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