quinta-feira, 31 de maio de 2012

hoje é o meu último

dia de trabalho nesta empresa. entrei há dois anos e alguns meses e às vezes nem acredito no que a minha vida mudou neste aparente curto espaço de tempo e não me refiro apenas ao que aprendi a nível profissional. aqui foi-me dada a capacidade de aprender e de desenvolver mais e mais capacidades. aqui não há travões [quanto muito alguns "empecilhos", mas isso agora não interessa nada]. 

há dois anos atrás tinha uma relação recente e o desejo de construir uma vida a dois, o que se veio a concretizar pouco tempo depois. há dois anos atrás andava a escolher o mestrado que iria frequentar. há dois anos atrás era uma miúda. hoje ainda o sou, mas mais crescida, mais enriquecida.

a ansiedade tem sido a palavra de ordem destes últimos dias. o preparar tudo, o dizer até já a todos (bem, apenas aos mais próximos). custa-me deixar um local onde me sinto profissionalmente segura e no qual o meu trabalho é reconhecido e valorizado para uma vaga onde serei a "novata", onde terei de me dar a conhecer (do género primeiro dia de escola: e se não gostarem de mim?) e provar que sou capaz. 

palpitações. após sete meses de interregno, um regresso à vida a dois na certeza de que hábitos se criam nas ausências prolongadas e de que é preciso querer muito. e eu quero. só posso mesmo acreditar que esta mudança seja para melhor. façam fisgas.

terça-feira, 29 de maio de 2012

é mera impressão minha

ou devido à reportagem que o primeiro canal passou ontem em horário nobre o negócio dos consultórios dentários vai animar com as pessoas a fazerem marcações para retirarem as amálgamas dentárias potencialmente perigosas devido à presença de mercúrio?

segunda-feira, 28 de maio de 2012

há cerca de quatro anos

...despedi-me do emprego a tempo parcial (e a recibos verdes) que tinha para ser voluntária no rock in rio. o quê?, perguntou a minha mãe. mas como na altura já morava longe da asa parental com o meu mano do meio a conversa ficou por ali. arrisquei até porque a meu ver não tinha muito a perder. fui colocada na área vip do evento a receber as very important people quer no local onde deixam as suas viaturas estacionadas - estádio de alvalade - quer na entrada que lhes é exclusivamente reservada.

as seis horas de voluntariado em si eram uma seca. a minha tarefa era a de acolher as pessoas e na maior parte do tempo indicava aos restantes transeuntes onde ficavam as casas de banho. a parte boa era assistir de borla aos concertos e claro não esperar para entrar visto que há também uma entrada própria para os elementos do staff. ah e graças a amizades dos tempos de faculdade também consegui estar na sala de imprensa (pelo menos até darem pela minha presença da segunda vez e me convidarem gentilmente a sair).

foi uma experiência cheia de peripécias próprias de quem não está habituada a orientar-se e a conduzir na cidade de lisboa que envolvem o ter andado perdida e sozinha num bairro da capital. estive na cidade cerca de duas semanas. quando voltei consegui um emprego a tempo inteiro. 

15. e esta, hein?

ou coisas inéditas acerca de mim, parte quinze.
quando andava na faculdade tinha por hábito tentar lembrar-me do nome dos cinquenta estados (e dois distritos) norte-americanos como forma de passar o tempo nas aulas mais custosas.

cheguei a tentar com o canadá que tem apenas dez províncias e três territórios, mas não resultou...

domingo, 27 de maio de 2012

sou só eu

que acho um nadinha abusivo que a selecção nacional de futebol gaste trinta e três mil euros no alojamento para o campeonato da europa. por dia? tudo bem que os nossos mininos precisam de ter conforto e tal e coisa e relaxarem antes e depois dos jogos e blá, blá, blá. mas trinta e três mil euros? por dia? parece-me um pouco ridículo andarmos a cortar nos subsídios por causa da austeridade e depois esbanjarmos em luxos para lá do necessário. e o efe-eme-i não diz nada? sim porque já vi que o povo consente quando se trata da bola. mas trinta e três mil euros? por dia? a espanha irá gastar cerca de seis vezes menos e não me parece que o rendimento dos seus atletas baixe em função disso. é que se a gente gastasse os trinta e três mil euros e a taça viesse para cá. mas não, até hoje nicles.

trinta e três mil euros?
por dia?