quarta-feira, 16 de maio de 2012

dias de folga.

sempre foi assim. quando as nossas folgas coincidem, o dia começa bem cedo. ele gosta de sair de casa logo que possível; quer aproveitar estes dias ao máximo. já sei que tenho de estar pronta em tempo recorde. hoje não foi excepção. destino: costa, litoral, praia, mar. podem imaginar que para duas pessoas que sempre viveram com o atlântico à vista não seja fácil viverem no interior. o alentejo tem belos encantos, sou a primeira a reconhecê-lo. mas não tem mar. 

seguimos em direcção a setúbal (para a próxima já sei que alcácer fica mais perto) e portinho da arrábida. a cacau teve direito ao seu primeiro mergulho em águas salgadas (nas fluviais já se havia estreado no fim-de-semana passado). provou ser uma nadadora (i)nata. nunca tinha estado por aqueles lados. nem eu nem ele, aliás. o que só vem comprovar que portugal é um país cheio de locais para conhecer. fiquei impressionada com a quantidade de restaurantes que por lá havia (e que rica espetada de camarão aquela que devorei ao almoço) e com o desenvolvimento industrial da região. mas não pude deixar de lamentar o facto de as praias serem intercaladas com as unidades fabris. não me sai(u) da cabeça a palavra poluição. 

do outro lado, tróia. local mítico para mim, que ainda não tive oportunidade de visitar. tio miro* se me estás a ouvir, arranja aí uma estadiazita de dois/três dias para este pobre casal. é que nem precisa ser na suite mais luxuosa, a gente contenta-se com pouco. tenho para mim que tróia é tipo o paraíso nacional. o mais aproximado que temos a sítios exóticos como bahamas, polinésia francesa ou maldivas. ainda sou do tempo em que se realizavam lá os concursos de misses e misters e ainda tenho bem presentes as imagens que me chegavam pelo ecrã da televisão.

* o homem sonae, a quem carinhosamente trato por tio miro.

terça-feira, 15 de maio de 2012

e é assim que a malta vem cá parar.

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aposto que quando chegam cá se sentem um nadinha defraudados nas suas expectativas.

6. a dona de casa que habita em mim

gosto de casas com espaços amplos. passar de um apartamento para uma moradia com quintal está a ser uma agradável descoberta. mas... e quando chega a hora de arrumar, perguntam vocês? {não perguntam nada bem sei, isto é só mesmo para dar ênfase à prosa} então, nada mais simples. e fácil. ah, e rápido. é coisa que não me demora mais de hora e meia. 

como já aqui confidenciei anteriormente o quarto destinado aos hóspedes está sempre limpo, arrumado e arejado. o mesmo acontece com a sala de jantar, no piso térreo. são duas divisões que não necessitam de grandes atenções, uma vez que não são utilizadas diariamente. depois, não há grandes monos cá em casa o que faz com que despache o pó em menos de dez minutos (cómoda e mesas de cabeceira no quarto, aparador na sala e é só). no aspirar o que mais custa são as escadas de acesso ao primeiro andar e o tapete da sala de estar.  onde demoro mais é mesmo na limpeza das casas de banho, nomeadamente na do piso de cima, com banheira, logo a mais usada (a outra é só mesmo de serviço).

e a cozinha? essa é arrumada diariamente. um dia limpa-se mais a fundo o fogão. noutras alturas aproveito enquanto as panelas estão ao lume para ir limpando o frigorífico. o chão é limpo todos os dias, até porque é o único sítio da casa onde a cacau está autorizada a entrar. depois, resta o exterior. desde que a cacau cá está, há que lavá-lo todos os dias.

com as limpezas diárias e semanais posso eu bem. já a minha relação com o ferro, bem...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

9. não gosto, pronto!

daqueles bacanos que tipo estás a ver tipo metem tipo em cada duas palavras tipo que dizem. ou então daqueles pá igualmente baris pá que intercalam cada três vocábulos pá com isto, pá. ou ainda dos yá, porreiros à mesma yá mas escusavam de repetir yá quatro vezes na mesma frase, yá. boa, pessoal? que cena...

{leitores habituais não fiquem alarmados. já tomei a medicação...isto já passa.}

domingo, 13 de maio de 2012

se há coisa que me comove

me deixa com pele de galinha e me leva às lágrimas (e não tenho vergonha nenhuma em admiti-lo), é a fé destas pessoas. (des)crenças à parte, a convicção e a força de vontade destes peregrinos merece respeito e admiração. por estes dias, percorri cerca de quinhentos quilómetros de estradas nacionais e estive ontem durante o dia no recinto. cruzei-me com milhares de fiéis e uma das coisas que mais me comoveu foi ver uma senhora idosa com extrema dificuldade em caminhar, apoiada por outros dois peregrinos. de louvar.
{imagem da peregrinação de 1927; na altura ainda só existia a capelinha das aparições. foto daqui}