sexta-feira, 30 de março de 2012

aguenta coração

calma. pablo alboran. inspira. oito de junho. expira. pavilhão multiusos. respira.

eu não sou histérica.
eu não sou...
eu não...
eu...

e agora como é que eu adormeço calmamente, ah?

inspira.
expira.

quinta-feira, 29 de março de 2012

querido são pedro

não te estiques na chuva, sim?
pode começar já hoje, mas a partir de segunda manda de novo o sol, pode ser?

é que desde os tempos de estudante que não tenho uma semana de férias por alturas da páscoa e o futuro pai dos meus filhos (como diz o mano mais novo) vem para cá também e eu quero usufruir de uma estadia na póvoa com tudo o que tenho direito: sol, caminhadas até ao castelo da vila e esplanada (já nem peço praia...), muita esplanada.

extremamente agradecida,
doroteia.

doroteia, já voltaste?

sim, meus caros já fiz o que tinha a fazer. mas, mas... como??? - perguntam vossemecês com cara de espanto, pois que vos disse que ia a dois serviços públicos cá da cidade. então, lá saí de casa munida de toda a paciência e mais alguma, preparada para passar uma manhã (ou dia, na pior das hipóteses) de tédio. dei entrada no serviço de repartição de finanças por volta das dez e meia da matina. tendo em conta que o serviço se inicia por volta das nove, contando o tempo para o café da manhã e para colocar a converseta em dia calculei que esta seria uma hora extremamente produtiva por parte dos senhores funcionários. mais tarde é que não poderia ser porque depois se aproxima a hora de almoço e aí a produtividade decresce significativamente. dez e meia, ficam a saber. vinte minutos depois (pasme-se!) estava despachada. fui pagar e isso simplifica logo a coisa porque receber é o que querem eles. não empatam muito não vá a gente desistir entretanto. 

segui, depois, para o balcão do registo civil. subi o lance das escadas e pensei para mim que dali é que não me ia safar depressa. a sala de espera estava bem compostinha. quando tirei a senha, novo espanto. apenas UMA única pessoa à minha frente. calculo que o simples facto de estar lá meramente por causa de uma alteração de morada me facilitou bastante a vida. se fosse para pedir o cartão do cidadão aí estava tramadinha. também aqui não me demorei mais do que vinte minutos.

para comemorar, pois que tudo isto merece comemoração e hoje até me sinto uma gaja com sorte, cometi uma loucura e fui ao estabelecimento que o sr. zé natário possui ali na artéria principal da cidade. desgracei-me com uma torrada e uma meia de leite. e pelo meio do alvoroço (a equipa andava em grande animação a experimentar o novo sistema informático) terminei o livro do saramago.

hoje não é dia de euromilhões.
tenho pena.

7. não gosto, pronto!

de estar a ouvir uma música que gosto no rádio do carro e o percurso terminar antes de a canção acabar.

vou ali

ao balcão da repartição de finanças e ao registo civil e tão cedo não já volto.