terça-feira, 6 de março de 2012

4. coisas que não me entram no sistema

pessoas que falam umas largas dezenas de decibéis acima do normal. são, geralmente, mulheres que já de si possuem uma voz assim a fugir para o júlia pinheiro ou cristina ferreira embora o leque de palavras que utilizem ande a roçar (ui e muitas vezes ultrapassa) o calão. nossa! quando se junta mais do que um espécime desta natureza é realmente de bradar aos céus. é isso e tentar controlar ao máximo aquele movimento automático de defesa de levar as mãos à cabeça e tapar os ouvidos. há quem agrida verbalmente. há quem o faça fisicamente. aqui, a violência é vocal. e poluição sonora, também. e crime à integridade mental de uma pessoa, já agora. 

segunda-feira, 5 de março de 2012

faz sentido?

hoje quando me deitar já será amanhã. e o dia começará por volta das oito da matina por isso esta semana, caros leitores, promete. à falta de vida pessoal descarrego no trabalho. e eu, que já sou uma profissional de excepção, torno-me numa autêntica máquina. claro que há aqueles dias em que o desânimo e a ansiedade puxam um bocadinho a corda. mas acabo por encontrar (quase) sempre uma tarefa que me distraia. e um motivo para sorrir. sim, porque por muitas quedas que dê, por muitos tropeções que apanhe pelo caminho há sempre alguém ou alguma coisa que no ampara, que nos faz seguir em frente e enfrentar o dia-a-dia com um sorriso na cara. 

eu não gosto de chorar. nem é pelo facto de chorar em si que até lava à alma e traz serenidade ao espírito. é mais pelo estado de angústia em que se fica. pelo pessimismo com que se adivinha o futuro. de modos que sempre que a vida me permite sorrir é aproveitar. e sorrir. e chorar quando já não se aguenta. para depois voltar a sorrir.

isto tudo porque hoje quando me deitar já será amanhã. e a falta de descanso dá nisto.

estar desesperada

é bater no fundo. é não ver a luz ao fundo do túnel. é deixar de acreditar. é não ter vontade de sorrir. é pensar seriamente em enviar um e-mail o futre a ver se me arranja um emprego lá no alentejo. ora digam lá se isto não vos parece mesmo deprimente?

domingo, 4 de março de 2012

3. não gosto, pronto!

de estar em frente ao ecrã do computador e ter pessoas à minha volta que conscientemente ou não insistem em olhar por cima dos meus ombros numa de tentarem perceber aquilo que estou a fazer. do you mind?

sábado, 3 de março de 2012

expliquem-me cá uma coisa.

mas expliquem-me como se eu fosse uma criança de quatro anos. no meu local de trabalho há um gerador. hoje houve uma espécie de incidente. nada de grave, não se assustem. a luz foi abaixo. ficámos às escuras apenas com as luzes de emergência ligadas. qual o meu espanto quando pego no telefone para reportar a situação a quem de direito e o mesmo não dá sinal. quer dizer, de que me serve ter uma listinha toda bonitinha de como agir e a quem contactar se, na hora da verdade, não tenho meios de comunicação? então se há um gerador (e eu não percebo nada de electricidade) não deveria assumir também este serviço? e se não o assegura, então há que procurar alternativas, não? olhem, arranjem pombos-correio. esses pelos menos não correm o risco de nos falhar. digo eu, que de columbofilia também não pesco nada.