sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

é oficial.

o meu blackberry tem vida própria. ora entra na internet quando quer e lhe apetece. ora toma a iniciativa de ligar aleatoriamente para um dos contactos da lista (alguns a horas impróprias). e depois tenho chamadas destas. a seguir ao olá, está tudo bem, por onde andas, o que tens feito, há tanto tempo... vem o até estranhei a tua chamada. a minha chamada? ora bolas!

{e sim ele tem uma tecla de bloqueio do teclado... mas não deixa de ser um piqueno para lá de teimoso}

2. não gosto, pronto!

{para além das barbaridades de lady gaga}

se há coisa que me irrita profundamente, sobretudo no inverno rigoroso que se vive cá dentro de casa (lá fora costuma estar mais uma temperatura mais aprazível) é uma pessoa preparar-se física e psicologicamente para tomar um belo de um banho quente logo pela manhã, com toda a logística que isso envolve (ligar o aquecedor meia hora antes, do "ai que vou agora.... não, só mais um minutinho") e quando finalmente resolve despir-se e abrir a torneira... não há água! nicles. nem uma gotinha para amostra.

caros senhores dos serviços municipais do saneamento básico e afins. bem sei que ser funcionário público por estes dias não é fácil. mas por favor não se vinguem com estas brincadeiras de extremo mau gosto nas pessoas que tem de ir trabalhar no privado e que não podem de todo sair de casa com o cabelo oleoso e com aroma a patcholy

porque é que estas supostas intervenções/cortes na rede não se fazem em alturas mais convenientes? tipo, durante a noite....

pessoal aí do planeta

...extraterráqueo xpto. não sei ao certo quando a enviaram nem o motivo pelo qual o fizeram. só vos peço uma coisa: venham buscá-la por favor. é que não se encontra outra explicação para o facto de andar a espalhar barbaridade atrás de barbaridade se não a de se sentir extremamente saudosa dos seus ( é isso, o álcool ou a droga).


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

e prontos, é isto...

anda uma pessoa a ansiar o dia todo por estes piquenos momentos e depois tem de se contentar com uns minutos de conversa de circunstância, do como-coreu-o-teu-dia-e-tal, aos quais se seguem milhares de segundos em silêncio e depois termina com um olha-que-vou-dormir-adeus-até-amanhã-beijinho. dá mesmo vontade de perguntar, embora o bagaço amarelo diga que não, ainda me amas? ora bolas!

da amizade.

da amizade pura. antiga e verdadeira. daquela que nem a distância nem o passar dos anos diminuem. na qual não há interesse para além do bem-estar e felicidade daquela pessoa. da que vai para além da circunstância e da convivência diária. 

da amiga verdadeira. aquela a quem não é necessário dizer nada pois antes sequer mesmo de abrirmos a boca já nos tirou radiografia completa. aquela a quem não temos que fingir simpatia a toda a hora porque nos aceita tal como somos. nos dias bons, nos dias menos bons e naqueles dias horríveis. aquela que embora resida a uma centena de quilómetros está apenas a um telefonema de distância.

esta amiga encontrei-a vai para vinte anos, ainda na escola primária. as escolhas de vida separaram-nos fisicamente mas sempre que estamos juntas é como se nunca tivéssemos estado separadas. e isso é no mínimo extremamente reconfortante...